O orgasmo é uma parte natural e saudável da vida sexual, alcançado através de estímulos físicos e emocionais.
No entanto, muitas mulheres enfrentam dificuldades para atingi-lo, seja devido a tabus em torno da sua sexualidade, seja por conta de desconhecimento do seu corpo e do que lhe proporciona prazer.
Então, hoje falaremos mais sobre como funciona esse mecanismo e quais são as vantagens de chegar ao clímax!
Do ponto de vista fisiológico, o clitóris é o órgão responsável pelo prazer sexual feminino.
Este órgão possui sua a glande localizada na parte superior da vulva, onde os pequenos lábios se encontram e, por ser extremamente sensível, é protegida por uma pele conhecida como capuz do clitóris.
Além disso, o clitóris possui uma parte interna que é muito maior que a glande.
Essa estrutura é composta por dois ramos e um corpo que “abraçam” a vagina internamente. Ou seja, eles se estendem atrás dos grandes lábios, passando pelo canal vaginal e a uretra em direção ao ânus.
Vale ressaltar que toda essa estrutura pode proporcionar prazer à mulher, por exemplo, durante a penetração ou outros estímulos.
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Durante a relação sexual, o corpo humano libera uma variedade de hormônios e neurotransmissores, como serotonina e dopamina, entre outras substâncias que estão ligadas a sensação de prazer.
Então, o orgasmo é o pico desse momento, caracterizado por uma descarga intensa de energia e substâncias por todo o organismo.
Essa sensação pode ocorrer durante a relação sexual ou na masturbação e algumas manifestações físicas do corpo que traduzem esse clímax são:
Além de proporcionar uma sensação prazerosa e relaxante, o orgasmo oferece outros benefícios para a mulher que vão desde o alívio da dor e do estresse até a melhora da densidade óssea.
Conheça abaixo cada um desses benefícios:
Melhora do sono
A sensação de prazer durante o clímax pode funcionar como um estímulo natural para o corpo e a mente relaxarem, favorecendo um sono mais restaurador.
Além disso, a liberação de endorfina pode contribuir para a melhora da qualidade do sono, um fator essencial para a saúde e o bem-estar.
Fortalecimento da imunidade
A atividade sexual feminina tem o potencial de aumentar a produção de anticorpos, incluindo a Imunoglobulina A (IgA), que pode reforçar a proteção contra doenças infecciosas, como gripes e resfriados.
Alívio da dor
O orgasmo proporciona a liberação da endorfina, substância que auxilia no alívio da dor e da tensão no corpo.
Assim, este momento pode auxiliar, por exemplo, no alívio de dores de cabeça e cólicas menstruais.
Redução do estresse
Durante o orgasmo, ocorre uma diminuição na produção de cortisol, hormônio relacionado ao estresse.
Além disso, há também a liberação de serotonina e ocitocina, substâncias que podem ajudar a diminuir tanto o estresse quanto a ansiedade.
Prevenção da osteoporose
Estudos sugerem que o orgasmo pode ajudar a prevenir o enfraquecimento dos ossos devido ao aumento dos níveis de estrogênio e da ocitocina, substâncias que desempenham um papel importante na manutenção da saúde óssea.
Proteção contra doenças cardiovasculares
Em um estudo conduzido pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA, foram analisados os efeitos dos hormônios na saúde feminina, e constatou-se que o orgasmo pode ser um fator protetor contra doenças cardiovasculares.
Além disso, o orgasmo feminino pode contribuir para a melhora da circulação sanguínea, a redução da pressão arterial e a diminuição do risco de doenças cardíacas.
Cada mulher vivencia o orgasmo de maneira singular e não existe um modelo fixo para isso.
Inclusive, podemos experimentar formas distintas de orgasmo em diferentes momentos e fases da vida.
Devemos ressaltar que, especialmente para as mulheres, embora tenhamos um órgão cuja função é proporcionar prazer, questões psicológicas também são de grande importância.
Nesse sentido, o estresse, a ansiedade, as preocupações e os problemas no relacionamento podem afetar a habilidade de alcançar o orgasmo.
Por isso, é muito importante conversar abertamente com a sua parceria sexual sobre as suas preferências e necessidades sexuais e estar aberta a explorar diferentes técnicas de estímulo.
Mudanças em nossas necessidades sexuais ao longo do tempo também devem ser consideradas. Coisas que funcionavam bem antes podem não ser mais tão eficazes por não serem mais condizentes com a forma que queremos passar a nos expressar sexualmente.
É importante então nos reconhecermos como seres vivos que somos, e, portanto, mutáveis.
Outro ponto fundamental a se destacar é que o orgasmo não é uma regra!
Isso quer dizer que não é porque não atingimos o clímax em uma relação, que ela não foi prazerosa.
Gozar não é tudo! Podemos sentir muito prazer nas preliminares e no sexo, mas não ter um orgasmo.
Inclusive, quanto mais relaxadas e desprendidas de preocupações estamos, maiores são as chances de chegarmos no ápice do prazer!
Entretanto, se isso ocorrer com frequência ou estiver te trazendo desconforto ou insatisfação sexual, não hesite em buscar ajuda.
Além disso, é importante também contar com a ajuda de uma ginecologista ou sexóloga para discutir as suas dificuldades nesse tema, para que assim você possa desfrutar dos benefícios do orgasmo.
Então, se você tem alguma dúvida ou desconfie de que algo não vai bem em relação a este tema, marque uma consulta o quanto antes!
Ginecologista e Obstetra de formação, eu acredito que informação é a maior forma de poder que podemos ter. Como médica, tenho a missão de trazer a vocês o maior número de informações possíveis, a fim de poder ajudá-las a participar ativamente do cuidado da sua saúde.
Acredito que a prevenção é a melhor escolha sempre e que o engajamento da paciente no tratamento é a melhor forma de ele dar certo.
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