Gonorreia: saiba como é feito o diagnóstico e tratamento

15 de fevereiro de 2024
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A gonorreia é uma infecção sexualmente transmissível que impacta primariamente as mucosas genital, retal e da garganta.


Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde, ela é uma das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) mais comuns globalmente.

Embora seja uma infecção frequente, nem sempre se manifesta por meio de sintomas evidentes.


Dessa forma, é essencial manter a vigilância, pois sem o tratamento adequado, a gonorreia pode evoluir para complicações sérias.


Existem diversos métodos para diagnosticar a gonorreia, sendo a escolha do teste influenciada pelo local afetado e pela presença ou ausência de sintomas.


Portanto, a compreensão dessas abordagens é essencial para promover a conscientização e a adoção de medidas preventivas.


O que é a gonorreia e como ela é transmitida?


A gonorreia é uma infecção bacteriana causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae.


Esta condição é classificada como uma infecção sexualmente transmissível e pode afetar várias partes do corpo, sendo mais comum nas mucosas dos órgãos genitais, reto e garganta.


A transmissão da gonorreia ocorre, principalmente, através do contato sexual desprotegido com uma pessoa infectada.


Isso inclui relações sexuais vaginais, anais ou orais com um parceiro infectado.


A bactéria pode se alojar nas mucosas dos órgãos sexuais, garganta, olhos e, em casos mais raros, outras partes do corpo.


Quais são os sintomas dessa infecção na mulher?


Na mulher, a gonorreia pode apresentar uma variedade de sintomas.


Contudo, em 10% a 20% das pacientes, a doença pode ser assintomática, ou seja, não apresenta sintomas perceptíveis e o mesmo pode acontecer com os homens.


O risco, nestes casos, é a permanência da infecção por longos períodos de tempo, causando sequelas, bem como a transmissão para outras pessoas. 


Quando ocorrem sintomas, estes podem incluir:


  • Dor ou ardor ao urinar;
  • Secreção vaginal anormal, com aspecto de pus;
  • Sangramento entre períodos menstruais;
  • Dor abdominal baixa;
  • Dor no sexo;
  • Dor pélvica;
  • Infecção retal.


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Reforçamos que algumas mulheres podem não apresentar sinais visíveis, especialmente no início da infecção.


Entretanto, mesmo na ausência de sintomas, a gonorreia pode ser transmitida e causar danos sérios, como a doença inflamatória pélvica, que pode levar a complicações reprodutivas.


Por isso, a realização regular de exames e a busca por orientação especializada são fundamentais para um diagnóstico precoce e tratamento adequado.


Como diagnosticamos a gonorreia?


O diagnóstico da gonorreia, geralmente, envolve uma avaliação clínica, na qual coletamos informações sobre os sintomas, histórico médico, atividade sexual e exposição a possíveis fontes de infecção.


Para uma avaliação precisa, coletamos amostras que são encaminhadas para análise de modo a buscar o DNA da bactéria Neisseria gonorrhoeae.


Então, podemos solicitar desde exames de urina, para verificar a presença da bactéria no trato urinário, ou coletar material da secreção genital, retal ou da garganta, dependendo das práticas sexuais envolvidas.


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A técnica utilizada para identificar a bactéria pode variar entre os ensaios de ácidos nucleicos, coloração de Gram ou cultura de líquidos.


A gonorreia tem cura? 


Embora a gonorreia seja tratável e tenha cura, é importante lembrar que, mesmo uma paciente curada, há o risco de adquirir a doença novamente no futuro. Ou seja, não criamos imunidade a esta infecção. 


O tratamento padrão para a gonorreia envolve o uso de antibióticos, geralmente administrados em dose única oralmente ou por meio de injeção.


Após a conclusão do tratamento, recomenda-se realizar exames adicionais para assegurar a resolução da infecção.


É fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas, pois o não tratamento adequado da gonorreia pode resultar em complicações significativas, especialmente para as mulheres.


Muito importante neste contexto é comunicar as parcerias sexuais dos últimos meses antes do diagnóstico, para que busquem avaliação e tratamento, se for o caso, interrompendo assim a cadeia de transmissão da infecção.


Quais as possíveis complicações desta doença?


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Uma complicação comum da gonorreia é o desenvolvimento da doença inflamatória pélvica, uma condição grave que pode levar a complicações, como gravidez ectópica (fora do útero) ou infertilidade.


Ademais, a gonorreia não tratada aumenta o risco de contrair ou transmitir o vírus HIV, causador da AIDS, tanto para homens quanto para mulheres.


Embora seja raro, a gonorreia não tratada pode também afetar o sangue e as articulações, apresentando um quadro potencialmente fatal.


Já nas gestantes, esta infecção pode aumentar o risco de perdas fetais, prematuridade, rotura prematura de membrana, retardo de crescimento intra-uterino e infecção puerperal.


Caso transmitida ao recém nascido, pode levar à conjuntivite gonocócica e outras infecções graves, com risco de cegueira e inclusive óbito. 


Como dissemos, a cura da gonorreia não elimina os riscos de reinfecção.


Para prevenir novas infecções, é essencial adotar precauções durante as relações sexuais.


Como prevenir essa condição?


A prevenção da gonorreia envolve práticas que reduzem o risco de contrair ou transmitir a infecção.


Confira abaixo algumas medidas importantes:



Uso de preservativos


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O uso correto e consistente de preservativos durante todas as relações sexuais reduz o risco de contrair gonorreia e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis.


Testagem regular


É essencial fazer exames regulares para ISTs, incluindo a gonorreia, especialmente se houver mudança de parceiro sexual ou exposição a situações de risco.


Comunicação aberta


Ter uma comunicação aberta e honesta com os parceiros sexuais é importante para garantir que ambas as partes estejam cientes de sua situação de saúde e possam tomar medidas preventivas juntas.


Limitar o número de parceiros sexuais


Reduzir o número de parceiros sexuais diminui o risco de exposição a infecções.


Assim, manter relacionamentos monogâmicos, nos quais ambos os parceiros foram testados para ISTs, pode ser uma estratégia preventiva eficaz.


Além disso, se houver suspeita de exposição à gonorreia ou se surgirem sintomas, é preciso procurar ajuda especializada.



Então, em caso de dúvida ou qualquer sinal de anormalidade, agende uma consulta com a ginecologista imediatamente!



Dra Juliana Ribeiro - Ginecologista em São Paulo

Dra. Juliana Ribeiro

Ginecologia, Obstetrícia e Saúde Feminina


Ginecologista e Obstetra de formação, eu acredito que informação é a maior forma de poder que podemos ter. Como médica, tenho a missão de trazer a vocês o maior número de informações possíveis, a fim de poder ajudá-las a participar ativamente do cuidado da sua saúde.


Acredito que a prevenção é a melhor escolha sempre e que o engajamento da paciente no tratamento é a melhor forma de ele dar certo.

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