Ambas são técnicas conhecidas para tratar as lesões do HPV, mas cada uma será útil em momentos diferentes da doença, além de serem executadas de formas distintas.
Podem também ter outras aplicações e falaremos mais sobre o assunto neste texto!
A cauterização do colo uterino é um procedimento que realizamos em consultório e consiste em utilizar um aparelho para queimar as regiões afetadas, permitindo que novas células saudáveis se desenvolvam.
Além disso, também podemos realizar a cauterização com laser ou química, alguns ácidos específicos, como o tricloroacético a 70-90% ou 5 fluoro-uracil a 5%.
No entanto, o uso destas substâncias deve ser feito com cautela e em pequenas lesões, já que estas medicações podem acarretar úlceras de difícil cicatrização.
Normalmente, indicamos o procedimento para tratar lesões iniciais do HPV, ou as verrugas, além de algumas infecções vaginais e em alguns casos a mácula rubra, a "feridinha" no colo do útero, quando esta gera secreção vaginal excessiva ou sangramento fora de hora, como pós relação sexual. Inclusive, esta também é uma técnica útil para tratar lesões na vagina e na vulva.
Antes de realizá-la, fazemos uso de anestésico local.
Lembrando que a mácula rubra não é uma ferida de verdade, ela é uma alteração normal e fisiológica do colo uterino, presente frequentemente em adolescentes e mulheres jovens, usuárias de contraceptivos hormonais e também gestantes.
De acordo com a Febrasgo, lesões de baixo grau causadas pelo HPV em mulheres com sistema imune normal devem ser acompanhadas sem interferências por dois anos, pois podem regredir espontaneamente.
No entanto, caso elas persistam após este período, poderemos optar por uma forma destrutiva da lesão e, nestes casos, indicamos a cauterização. Lembrando que o tratamento das lesões é de suma importância para evitar que elas evoluam para um quadro de câncer de colo de útero.
Você poderá ler mais sobre os tipos de lesões no colo uterino no nosso blog!
Ressaltamos que a cauterização não elimina o vírus do corpo da paciente, apenas trata as lesões. Ou seja, pode ser que elas tornem a ocorrer e, por isso, o acompanhamento periódico com a Ginecologista é fundamental.
Este é um procedimento simples que não demanda grandes mudanças na rotina da mulher.
No geral, a cicatrização tende a ocorrer em um mês, sendo fundamental visitar a Ginecologista após este período para verificar a evolução do quadro.
Durante esta fase, é recomendável que não manter relações sexuais com penetração para evitar interferências na cicatrização.
Eventualmente, a paciente poderá ter sangramentos breves e um leve desconforto, mas esses sintomas tendem a passar conforme a região cicatriza.
Fonte: https://bit.ly/3U4hyLj
A conização é um procedimento cirúrgico minimamente invasivo no qual retiramos a região lesada fazendo uma incisão em forma de cone no colo uterino.
Diferente da cauterização, a conização permite que o material retirado seja encaminhado para biópsia, de modo a analisar a presença ou não de células cancerígenas no colo do útero.
No geral, indicamos este procedimento quando encontramos lesões de alto risco causadas pelo HPV e, a depender do quadro da paciente, podemos indicar uma excisão mais ou menos ampla.
Podemos usar algumas técnicas distintas para realizar a conização, como o uso de bisturi, o laser e a cirurgia de alta frequência (CAF), sendo esta última a modalidade que apresenta melhores resultados.
Na CAF, uma fonte de energia é acoplada a um eletrodo que usamos para dissecar, cortar ou cauterizar a região. É uma modalidade de tratamento cirúrgico minimamente invasivo que podemos realizar no consultório com anestesia local ou no centro cirúrgico com anestesia regional ou geral (sedação), com internação e alta no mesmo dia.
Você poderá ler mais sobre a cirurgia de alta frequência (CAF) em um artigo do nosso Blog!
Normalmente, indicamos a conização diante de lesões de alto risco no colo uterino conforme as seguintes situações:
Apesar de ser um procedimento seguro e eficaz, sua indicação deve ser cautelosa, principalmente em pacientes mais jovens, com idade inferior a 25 anos.
Isso porque, o risco de progressão das lesões para câncer nestas jovens é muito baixo, além de existirem evidências que a execução da conização nestas pacientes aumenta as chances de complicações em gestações futuras, tais como prematuridade, amniorrexe prematura e baixo peso do recém-nascido.
Ressaltamos que a conização trata as lesões da paciente, mas também não elimina o vírus do HPV do organismo. Ou seja, o acompanhamento com a Ginecologista é fundamental.
A conização pela CAF permite que a mulher retorne precocemente às suas atividades diárias e é praticamente isenta de sintomas pós-operatórios.
Assim, a mulher poderá retomar sua rotina e deverá somente evitar as relações sexuais por um período médio de um mês, enquanto a cicatrização do colo uterino ocorre.
Nos dias que seguem a cirurgia, pode ocorrer a secreção de corrimento ou sangue em pequenas quantidades, que tendem a cessar conforme a paciente se recupera.
O acompanhamento com a Ginecologista será fundamental para observar a evolução do quadro.
Como vimos, contamos com algumas possibilidades para tratar as lesões no colo uterino, vagina ou vulva.
Cada procedimento tem suas especificidades e indicações e somente uma profissional capacitada poderá indicar o melhor tratamento para cada paciente.
Então, o mais importante será manter as consultas com a Ginecologista em dia para que, caso necessário, possamos indicar a melhor tratativa para você!
Ginecologista e Obstetra de formação, eu acredito que informação é a maior forma de poder que podemos ter. Como médica, tenho a missão de trazer a vocês o maior número de informações possíveis, a fim de poder ajudá-las a participar ativamente do cuidado da sua saúde.
Acredito que a prevenção é a melhor escolha sempre e que o engajamento da paciente no tratamento é a melhor forma de ele dar certo.
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