Essa cirurgia pode ser feita por diferentes abordagens, sempre buscando minimizar riscos e garantir a melhor recuperação possível.
Mas como o procedimento é realizado? Quais são as etapas envolvidas e o que a paciente pode esperar antes, durante e depois da cirurgia?
Neste artigo, explicamos detalhadamente como ocorre a retirada do ovário e o que você precisa saber para se preparar para a ooforectomia.
Acompanhe!
A ooforectomia é um procedimento cirúrgico que envolve a remoção de um ou ambos os ovários, órgãos responsáveis pela produção de óvulos e hormônios como estrogênio e progesterona no corpo feminino.
Dependendo da extensão da cirurgia, podemos classificar a ooforectomia em:
Ooforectomia unilateral
A ooforectomia unilateral envolve a remoção de apenas um dos ovários, deixando o outro intacto.
Mulheres que passam por uma ooforectomia unilateral geralmente ainda podem ovular e menstruar normalmente, já que o ovário restante pode continuar funcionando e produzindo hormônios.
Além disso, a fertilidade pode ser preservada, dependendo da saúde do ovário remanescente.
Quer saber como prolongar a fertilidade feminina, leia esse artigo em nosso blog!
Ooforectomia bilateral
A ooforectomia bilateral envolve a remoção de ambos os ovários.
Esse procedimento é mais drástico e podemos realizar por diferentes razões.
A remoção dos dois ovários resulta na interrupção imediata da produção de estrogênio e progesterona, levando a uma menopausa cirúrgica.
Assim, mulheres que passam por uma ooforectomia bilateral e desejam engravidar no futuro precisam recorrer a técnicas de reprodução assistida.
Para conhecer os métodos de reprodução assistida, confira esse texto em nosso site!
Podemos indicar a ooforectomia em diversas situações médicas, incluindo:
A remoção dos ovários é essencial no tratamento de pacientes diagnosticadas com câncer ovariano.
Cistos grandes ou complexos que não respondem a tratamentos conservadores podem necessitar da remoção cirúrgica do ovário afetado.
Quando a endometriose causa dor intensa ou compromete a função ovariana, podemos considerar a ooforectomia.
Esta condição ocorre quando o ovário se torce, interrompendo o fluxo sanguíneo, e pode exigir a remoção do ovário para prevenir complicações graves.
Infecções ou abscessos
Infecções severas nos ovários que não respondem a antibióticos podem necessitar de intervenção cirúrgica para remover o tecido afetado.
Em casos específicos, especialmente em mulheres com mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, a ooforectomia pode ser recomendada para reduzir o risco de desenvolvimento de câncer de mama.
Ooforectomia profilática
Mulheres com alto risco genético para câncer de ovário, como aquelas com histórico familiar ou mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2, podem optar pela remoção preventiva dos ovários para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
Podemos realizar esse procedimento por meio de diferentes abordagens, dependendo da condição médica da paciente.
Na laparotomia, realizamos uma incisão maior na região abdominal para permitir acesso direto aos ovários, sendo geralmente utilizamos essa opção em casos de tumores de grandes volumes.
Já a laparoscopia é uma técnica minimamente invasiva em que fazemos pequenas incisões no abdômen, através das quais inserimos uma câmera e instrumentos cirúrgicos para visualizar e remover os ovários.
Isso resulta em uma recuperação mais rápida e menos dolorosa.
No decorrer da cirurgia, além da retirada dos ovários, avaliamos os tecidos ao redor, responsáveis por envolver e sustentar os ovários, para verificar a ausência de complicações ou sangramentos.
Então, após a finalização do procedimento, suturamos as incisões com pontos ou selamos com adesivos cirúrgicos, e colocamos um curativo sobre a região.
A ooforectomia, como qualquer procedimento cirúrgico, apresenta riscos e possíveis complicações, como, por exemplo:
Geralmente, realizamos uma avaliação médica completa, incluindo exames de imagem, como ultrassonografia ou ressonância magnética, e testes laboratoriais para avaliar o estado de saúde geral da paciente.
Além disso, é importante que a paciente informe sobre todos os medicamentos que está utilizando, pois pode ser necessário ajustar ou suspender o uso de alguns deles antes da cirurgia.
No dia anterior ao procedimento, recomendamos manter uma alimentação leve e, geralmente, é necessário jejum de cerca de 8 horas antes da cirurgia.
Assim, esclarecer todas as dúvidas com a especialista e seguir rigorosamente as orientações pré-operatórias são passos essenciais para garantir uma cirurgia segura e uma recuperação tranquila.
Procedimentos minimamente invasivos, como a laparoscopia, geralmente resultam em uma recuperação mais rápida e menos dolorosa, permitindo que a paciente retome suas atividades habituais em um período mais curto.
Em contrapartida, cirurgias abertas, como a laparotomia, podem demandar um tempo de recuperação mais prolongado.
No pós-operatório imediato, é comum que a paciente permaneça em observação no hospital por um período que pode variar de algumas horas a até um dia, dependendo da extensão da cirurgia e da resposta individual.
Então, após a alta hospitalar, recomendamos que a paciente evite atividades físicas intensas e levantamento de peso por algumas semanas.
É fundamental manter a área das incisões limpa e seca, seguindo as orientações médicas para a troca de curativos e cuidados locais.
O retorno às atividades cotidianas, como dirigir e trabalhar, geralmente ocorre entre duas a seis semanas após a cirurgia, dependendo da complexidade do procedimento e da recuperação individual.
Em casos de ooforectomia bilateral, onde removemos ambos os ovários, a paciente entra em menopausa cirúrgica devido à cessação abrupta da produção hormonal.
Isso pode resultar em sintomas como ondas de calor, alterações de humor e secura vaginal.
Dessa forma, podemos discutir opções de terapia de reposição hormonal para aliviar os sintomas e prevenir complicações a longo prazo, como osteoporose.
No nosso blog, temos um artigo completo com dicas para se adaptar à menopausa, acesse e saiba mais!
A decisão de realizar uma ooforectomia deve ser cuidadosamente avaliada com o auxílio da ginecologista, que irá considerar seu histórico médico, sintomas e resultados de exames para determinar se a remoção dos ovários é a melhor opção.
Como vimos, existem várias condições que podem justificar o procedimento, como cistos ovarianos persistentes, câncer de ovário ou mama, endometriose severa, entre outras.
Assim, a ginecologista será a pessoa ideal para explicar os benefícios, os riscos e as alternativas de tratamento, além de avaliar o impacto da cirurgia na sua saúde reprodutiva e hormonal.
Portanto, caso você esteja enfrentando problemas ginecológicos, ou tenha dúvidas sobre sua saúde ovariana, agende uma consulta com a especialista em saúde da mulher para discutir as opções de tratamento mais adequadas para o seu caso!
Ginecologista e Obstetra de formação, eu acredito que informação é a maior forma de poder que podemos ter. Como médica, tenho a missão de trazer a vocês o maior número de informações possíveis, a fim de poder ajudá-las a participar ativamente do cuidado da sua saúde.
Acredito que a prevenção é a melhor escolha sempre e que o engajamento da paciente no tratamento é a melhor forma de ele dar certo.
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